
Os preços do açúcar mantiveram a recuperação observada na semana anterior, quando as cotações acumularam ganhos superiores a 1%, impulsionados principalmente pela preocupação do mercado com a qualidade da cana-de-açúcar no Brasil, que apresenta rendimento mais baixo nesta safra.
Em Nova Iorque, os contratos futuros avançaram em todos os vencimentos. O outubro/25 fechou a 16,48 cents/lbp, alta de 0,13 cent (+0,79%), enquanto o março/26 subiu 0,07 cent (+0,41%), para 17,15 cents/lbp. O maio/26 teve ganho de 0,04 cent (+0,24%), negociado a 16,85 cents/lbp, e o julho/26 registrou leve alta de 0,02 cent (+0,12%), cotado a 16,71 cents/lbp.
Na comparação com o fechamento da sexta-feira anterior (15/08), os contratos de Nova York mostraram variações modestas: o outubro/25 avançou 0,24%, o março/26 subiu 0,12%, o maio/26 teve ganho de 0,06%, e o julho/26 recuou 0,24% na semana.
Em Londres, os preços também registraram altas. O outubro/25 encerrou a US$ 486,70 por tonelada, avanço de US$ 4,10 (+0,85%), enquanto o dezembro/25 subiu para US$ 478,40 (+0,59%). O março/26 ganhou US$ 0,60 (+0,13%), a US$ 477,50 por tonelada, e o maio/26 fechou em US$ 476,50, com alta de US$ 0,70 (+0,15%). Na comparação semanal, o outubro/25 teve valorização de 1,14% e o dezembro/25 avançou 1,06%, enquanto o março/26 e o maio/26 registraram oscilações mais modestas, de 0,34% e 0,15%, respectivamente.
Apesar de ajustes negativos durante a semana — principalmente após notícias de um mix de produção mais favorável ao açúcar em detrimento do etanol no Centro-Sul —, os preços não registraram baixas expressivas, sustentados pela perspectiva de produção reduzida devido à baixa qualidade dos canaviais.
Mauricio Muruci, analista da Safras & Mercado, explicou em entrevista ao Notícias Agrícolas que o ápice da safra brasileira ocorreu em julho, período em que a produção é crescente. Após a segunda quinzena de julho, a quantidade colhida e processada de cana-de-açúcar no Centro-Sul começa a diminuir. Isso significa oferta menor de açúcar no país, o que ajuda a sustentar os preços, principalmente no mercado interno, conforme explicou.
Além disso, a queda do dólar nesta sexta-feira, para uma mínima de 3,5 semanas, impulsionou coberturas curtas em contratos futuros, colaborando para a manutenção dos preços no mercado internacional, segundo informações do Barchart.
Fonte: Notícias Agrícolas