Açúcar atinge máxima em 19 meses, mas perde força com demanda fraca

Os contratos futuros de açúcar bruto atingiram uma nova máxima em 19 meses na bolsa ICE, impulsionados pelas preocupações com a oferta global. Nesta quarta-feira (7), o produto chegou a 21,24 centavos de dólar por libra-peso, mas perdeu força ao longo do pregão e encerrou praticamente estável, a 20,83 centavos.

O recuo ocorreu com a desaceleração das compras realizadas por fundos de investimento. Segundo operadores, a valorização recente também começou a enfraquecer a demanda no mercado físico, limitando novas altas. O principal fator de sustentação dos preços continua sendo o clima no Brasil. As chuvas no Centro-Sul atrasaram a colheita e a moagem da cana-de-açúcar, aumentando o risco de redução da produção de açúcar nesta safra.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira, a Organização Internacional do Açúcar (OIA) avaliou que a produção brasileira poderá ficar abaixo das 39 milhões de toneladas projetadas há seis semanas, diante das dificuldades operacionais provocadas pelo excesso de umidade.

O fenômeno El Niño também amplia as preocupações com a oferta, especialmente nos países produtores da Ásia.
Na bolsa de Londres, o açúcar branco apresentou pouca variação, encerrando a US$ 555,70 por tonelada.

Para o setor sucroenergético brasileiro, a valorização do açúcar amplia seu diferencial de remuneração em relação ao etanol. Entretanto, as condições climáticas podem limitar a capacidade das usinas de direcionar mais cana para a fabricação do adoçante, mantendo a oferta global sob atenção.

Fonte: Investing.com – Veja na íntegra aqui