Os preços internacionais do açúcar fecharam em queda nesta quarta-feira (21), ampliando para quatro sessões consecutivas as perdas do contrato de março de 2027 em Nova York. O movimento reflete a realização de lucros por fundos de investimento e as perspectivas de aumento da oferta global.
Na ICE, em Nova York, o açúcar bruto para março recuou 0,34%, para 20,45 cents por libra-peso. Em Londres, o açúcar branco para dezembro caiu 0,62%, a US$ 543,70 por tonelada. No Brasil, a previsão de tempo quente e seco no Centro-Sul pode favorecer a colheita da cana e a retomada da moagem, ampliando a disponibilidade de açúcar. Na Índia, a suspensão das compras de etanol de cana pelas distribuidoras estatais a partir de 1º de novembro pode redirecionar matéria-prima para a produção do adoçante.
Apesar da pressão no curto prazo, os fundamentos globais trazem sinais de atenção. A Organização Internacional do Açúcar (ISO) projeta déficit mundial de 200 mil toneladas na safra 2026/27. O El Niño e os riscos climáticos em importantes países produtores, como Brasil, Índia e Tailândia, podem afetar a oferta e aumentar a volatilidade do mercado.
Para o setor sucroenergético, o cenário combina pressão imediata sobre os preços com incertezas sobre a produção global, mantendo clima, decisões políticas e posicionamento dos fundos no centro das atenções
Fonte: Notícias Agrícolas. Veja a matéria na íntegra aqui.