2026 apresenta queda na demanda por fertilizantes

O consumo de fertilizantes no Brasil pode recuar em 2026 para menos de 42 milhões de toneladas, próximo aos níveis registrados em 2022. A revisão das projeções reflete a combinação de tensões geopolíticas, aumento dos custos dos insumos e restrições de crédito, que vêm adiando compras e reduzindo a adubação nas lavouras.

Após o recorde de 49,1 milhões de toneladas em 2025, as estimativas ficaram mais pessimistas. Em agosto, a projeção da Argus era de aproximadamente 45 milhões de toneladas. A queda na demanda para o plantio da soja 2026/27 e o ritmo das importações de nitrogenados reforçaram a revisão. A Mosaic estima retração de 10% a 15% nas entregas do mercado, para um intervalo de 42 milhões a 44 milhões de toneladas.

A escassez e o encarecimento do enxofre também afetam a produção nacional de fertilizantes fosfatados. De janeiro a julho, as entregas recuaram 8,8%, para 22,9 milhões de toneladas, enquanto a produção de intermediários caiu 19,7%, para 3,3 milhões de toneladas, segundo a Anda.

Com menor demanda, oferta pressionada e risco de estoques reduzidos para 2027, produtores recorrem às reservas de fósforo no solo para conter custos e evitar maior endividamento. O cenário amplia as incertezas para a produtividade agrícola e para a indústria de insumos, enquanto fatores como o El Niño e as restrições chinesas às exportações de sulfato de amônio seguem no radar do mercado.

Fonte: Globor Rural. Veja a matéria na íntegra aqui.