A inclusão dos fertilizantes NPK (nitrogenados, fosfatados e potássicos) na política brasileira de minerais críticos pode reforçar a segurança alimentar e ampliar a atenção do governo à dependência de importações.
Segundo Bernardo Silva, diretor executivo do Sinprifert, a medida reconhece pela primeira vez os fertilizantes como minerais críticos e infraestrutura estratégica para o país.
A retomada de fábricas de fertilizantes da Petrobras pode aumentar a oferta nacional de nitrogenados, como ureia e amônia, mas não elimina os gargalos da cadeia. O Brasil continua dependente de matérias-primas importadas, especialmente o enxofre, utilizado na produção de fertilizantes fosfatados.
O cenário é agravado pela disputa internacional por esses insumos e pela dependência de fornecedores externos, incluindo países que também precisam importar matérias-primas para sustentar sua produção.
Para o agronegócio e a indústria de fertilizantes, o reconhecimento estratégico representa um avanço, mas o desafio permanece: reduzir a exposição do Brasil às oscilações do mercado internacional e ampliar a segurança no abastecimento de insumos essenciais à produtividade agrícola.
Fonte: Boca. Veja a matéria na íntegra aqui.