Com açúcar 24% mais caro em um ano, país exclui insumos açucarados de licitação de 11 bilhões de litros e pressiona usinas.
A Índia zerou a participação de etanol produzido com caldo de cana, xarope de açúcar e melaço B-pesado na licitação de 11 bilhões de litros para o ciclo 2026/27. A medida busca preservar a oferta de açúcar diante da alta dos preços e dos riscos à próxima safra, mas provocou queda de até 6% nas ações de usinas indianas.
O edital mantém o etanol de milho, arroz quebrado, excedentes de arroz e melaço C-pesado, favorecendo matérias-primas alternativas. Em contrapartida, o preço de compra do etanol de milho caiu de 71,86 para 68,86 rúpias por litro.
A decisão altera a estratégia de usinas que alternavam entre açúcar e etanol conforme a rentabilidade. Para o mercado brasileiro, a movimentação merece atenção: a Índia pode precisar importar açúcar para reforçar o abastecimento interno, mas eventuais compras adicionais ainda dependem da evolução da safra, dos preços e da demanda.
Fonte: Click Petróleo e Gás. Veja a matéria na íntegra aqui.