O setor brasileiro de fertilizantes deverá receber R$ 4 bilhões em linhas de financiamento e capital de giro dentro do Plano Brasil Soberano 3. O anúncio foi feito pelo vice-presidente Geraldo Alckmin durante a abertura do 13º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, promovido pela ANDA, em São Paulo.
Os recursos representam parte dos R$ 18,5 bilhões previstos no plano e serão direcionados, por meio de linhas do BNDES, a empresas impactadas pelas tarifas dos Estados Unidos e pelas consequências das guerras e das tensões geopolíticas sobre as cadeias internacionais.
Alckmin também informou que o governo deverá sancionar nos próximos dias o Profert, que prevê estímulos fiscais à produção nacional de fertilizantes, e o PLP 114/2026.
Dependência externa coloca segurança de abastecimento no centro do debate
A necessidade de reduzir a vulnerabilidade brasileira foi um dos principais temas da abertura do congresso. O Brasil ainda importa quase 90% dos fertilizantes que consome, embora tenha conseguido preservar o abastecimento mesmo diante das recentes turbulências internacionais.
Segundo a ANDA, 15,46 milhões de toneladas de fertilizantes foram entregues entre janeiro e maio de 2026, volume considerado suficiente para atender à demanda do período.
Representantes do governo e do setor defenderam que o país combine investimento, retomada da produção doméstica, inovação, bioinsumos e execução do Plano Nacional de Fertilizantes para diminuir a dependência externa no longo prazo.
O debate ganha peso em um cenário no qual fertilizantes passaram a ocupar posição cada vez mais estratégica para o Brasil. Segurança no fornecimento de insumos significa não apenas competitividade para o produtor, mas também segurança alimentar e maior proteção do agronegócio diante dos riscos geopolíticos e logísticos globais.
Fonte: Agrolink – Veja na íntegra aqui