O mercado global de açúcar ganhou um novo fator de sustentação. A StoneX elevou a projeção de déficit mundial para 1,7 milhão de toneladas na safra 2026/27, refletindo perdas climáticas nos principais produtores do Hemisfério Norte e uma maior destinação da cana ao etanol no Brasil.
Na União Europeia, ondas de calor e seca reduziram a estimativa de produção para 15 milhões de toneladas, queda de 15,3%. Já na Índia e na Tailândia, os efeitos do El Niño e das chuvas abaixo da média devem limitar a oferta, com a produção tailandesa recuando 15,1%, para 10,2 milhões de toneladas.
No Brasil, apesar da expectativa de uma safra recorde de 43,8 milhões de toneladas, a StoneX reduziu a participação do açúcar no mix de produção do Centro-Sul de 47,9% para 46,1%. A decisão reflete a estratégia das usinas, especialmente no Centro-Oeste, de priorizar o etanol, além do impacto das chuvas sobre o teor de açúcar (ATR) da cana.
Embora a safra 2025/26 ainda apresente um superávit global estimado em 2,94 milhões de toneladas, a consultoria projeta uma redução dos estoques mundiais no próximo ciclo. O cenário reforça a expectativa de um mercado mais ajustado e mantém o suporte para os preços internacionais do açúcar nos próximos meses.
Fonte: Nova Cana – Veja na íntegra aqui