O poder de compra do produtor rural para adquirir fertilizantes apresentou melhora em junho, impulsionado pela queda dos preços dos insumos, embora a valorização do dólar tenha limitado um avanço mais expressivo. O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) fechou o mês em 1,42, recuo de 7,5% em relação a maio.
A melhora ocorreu em um cenário de redução simultânea nos preços das commodities agrícolas e dos fertilizantes. Entre as culturas, o milho liderou as perdas (-5,2%), seguido por cana-de-açúcar (-4%), algodão (-3,2%) e soja (-1,1%), refletindo o aumento da oferta com o avanço da colheita da segunda safra.
Nos fertilizantes, a retração média foi de cerca de 8%, com destaque para a ureia, que registrou queda de 30%, e para o superfosfato simples (SSP), com recuo de 9%. Já os preços do MAP e do cloreto de potássio (MOP) permaneceram praticamente estáveis.
Apesar do cenário mais favorável, a alta de 3% do dólar encareceu os insumos importados e reduziu parte do ganho para o produtor. Com a aproximação do plantio da safra de verão, o mercado segue concentrado na compra dos volumes remanescentes de fertilizantes, especialmente os fosfatados destinados à soja, enquanto a acomodação dos preços do petróleo ajuda a aliviar parte da pressão sobre os custos de produção.
Fonte: O Presente Rural – Veja na íntegra aqui