
As projeções indicam que, com a entrada em operação dos projetos anunciados, a oferta nacional do produto poderá alcançar cerca de 1,7 bilhão de litros por ano a partir de 2030. Os empreendimentos encontram-se em diferentes estágios de desenvolvimento, conforme a rota tecnológica adotada, diz nota da “CNN”.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, com base em dados da Empresa de Pesquisa Energética, a rota tecnológica mais imediata é a de coprocessamento, realizada em refinarias já existentes.
Nesse modelo, a Petrobras iniciou a entrega de SAF em 2025, na Refinaria Duque de Caxias, com cerca de 3 mil m³ por ano considerando a parcela renovável. O combustível utiliza um percentual de matéria-prima vegetal, como TCO (óleo técnico de milho) ou óleo de soja, processado junto ao querosene de base fóssil.
Outro projeto considerado em estágio avançado é o da Refinaria Riograndense, localizada em Rio Grande (RS). A refinaria está investindo na produção de combustíveis avançados a partir da rota HEFA (Ésteres e Ácidos Graxos Hidroprocessados), que permite a produção de diesel verde (HVO), SAF e nafta verde.
Em teste realizado em dezembro de 2025, a refinaria obteve sucesso com combustível 100% renovável, processando TCO e óleo de soja. Dados do governo federal indicam que a refinaria deve iniciar a produção do SAF em 2028, com cerca de 520 mil m³/ano.
Também é possível produzir o combustível sustentável de aviação a partir de óleos vegetais, gorduras e resíduos. Essa é a aposta da Acelen, que está desenvolvendo SAF com óleo de macaúba. O CEO da empresa, Luiz de Mendonça, avalia ser possível comercializar o combustível sustentável de aviação já em 2028.
No entanto, o maior desafio da empresa é ter matéria-prima suficiente para abastecer a planta em seus primeiros anos de funcionamento. Por essa razão, nessa primeira etapa, o SAF da Acelen será produzido com óleo de soja certificado e óleo de cozinha reciclado. A ideia é introduzir o óleo de macaúba na biorrefinaria gradualmente a partir de 2029.
Outra aposta do setor é na rota Alcohol-to-Jet (ATJ). Embora considerada promissora, a tecnologia ainda está em fase de consolidação. A Petrobras planeja produzir SAF por essa tecnologia a partir de 2033 na Refinaria de Paulínia, com produção estimada de 420 mil m³ por ano.
Fonte: CNN