
O custo para produzir fertilizantes nitrogenados com matérias-primas renováveis no Brasil já é muito similar ao da produção nacional com gás natural, de acordo com o estudo “Decarbonizing the Ammonia Fertilizer Supply Chain in Brazil”, desenvolvido pelo think tank brasileiro Instituto E+ Transição Energética e a organização não-governamental norte-americana Rocky Mountain Institute (RMI), que atua em mais de 50 países.
O documento, diz nota do “Webtv News”, considera a produção de nitrogenados utilizando biometano para produzir amônia, matéria-prima base desse tipo de fertilizante, além do uso de eletricidade gerada por fontes renováveis. O biometano é o gás obtido da purificação de outros gases gerados pela decomposição de matéria orgânica, como resíduos agrícolas – vinhaça a partir da cana-de-açúcar e dejetos de animais, por exemplo – e urbanos, e é um substituto do gás natural, de origem fóssil.
O estudo compara custos de produção da chamada amônia verde, produzida com fontes renováveis, da amônia cinza, feita com gás natural, e a azul (gás natural com captura e armazenamento de carbono) no Brasil. Também se baseia em tecnologias já disponíveis e preços praticados ou potenciais.
O custo da amônia verde já seria competitivo com o da azul e da cinza no caso de projetos híbridos – quando há geração de energia elétrica dedicada no local de consumo, também conhecida como behind-the-meter, e conexão à rede nacional – em portos como Rio Grande (RS) e Pecém (CE).
A análise não compara o custo dos fertilizantes nacionais com os importados porque se orienta pelo Plano Nacional de Fertilizantes 2050, que busca a ampliação da produção nacional e a redução das emissões do setor, explica Guedes.
Fonte: Webtv News