
O vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), Gustavo Branco, será um dos palestrantes do Fertilizer Latino Americano (FLA), um dos principais eventos globais do setor de fertilizantes, que será realizado na Flórida (EUA). O encontro reúne anualmente lideranças, executivos e especialistas da América Latina e de outros mercados estratégicos, diz nota do “O Presente Rural”.
A participação de Gustavo Branco acontece no dia 26 de janeiro de 2026, às 11h50, no painel “Fertilizantes especiais e inovação: novas tecnologias”. A Abisolo participa do evento como apoiadora institucional, reforçando sua atuação ativa nos debates internacionais sobre inovação, eficiência agronômica e sustentabilidade na agricultura.
Como palestrante, Gustavo Branco levará ao palco uma abordagem direta e provocativa sobre a evolução da agricultura, com foco no avanço dos fertilizantes especiais, dos aditivos e dos chamados produtos protegidos. Entre eles estão tecnologias como inibidores de urease, inibidores de nitrificação e soluções de liberação lenta e controlada. Segundo ele, a pressão por eficiência produtiva, aliada às exigências ambientais e à busca por rastreabilidade, tem acelerado a adoção dessas soluções.
Outro eixo da palestra será a discussão sobre transparência ambiental e o uso de créditos de carbono. Para o executivo, o conceito de neutralidade, da forma como é aplicado atualmente, ainda carece de critérios objetivos e técnicos. “Quando falamos em neutralidade, precisamos ser objetivos. Reduzir parte das emissões e ignorar o restante não resolve o problema. O que precisamos é tornar os processos cada vez menos poluentes, com adoção real de tecnologias mais eficientes, e não apenas discursos ou médias estatísticas”, destaca.
Gustavo Branco também pretende abordar os efeitos da geopolítica no mercado global de fertilizantes, marcados pela regionalização das cadeias produtivas, aumento de custos e incertezas. Nesse cenário, o Brasil se destaca como um dos países que mais rapidamente incorporam novas tecnologias, com as especialidades já representando cerca de 22% do mercado nacional de nutrição vegetal, frente a uma média global próxima de 5%.
Com um tom assumidamente crítico, Gustavo Branco afirma que o objetivo de sua participação é provocar reflexões e estimular debates mais profundos sobre o futuro da agricultura, da tecnologia e da sustentabilidade. A proposta é olhar além de interesses imediatos e de modelos que já não respondem às demandas atuais do setor.
Fonte: O Presente Rural