
A temporada 2026 da Fórmula 1 marca a estreia do etanol como parte do combustível dos motores dos carros. A categoria quer se tornar, até 2030, um esporte de carbono zero. Além das pistas, a meta também inclui os navios e aviões que transportam os equipamentos.
“O combustível que fornecemos atualmente para a Ferrari HP é feito com 10% de bioetanol de segunda geração usando resíduos de cana-de-açúcar de uma joint venture no Brasil”, diz Selda Gunsel, diretora de tecnologia da petrolífera Shell, segundo matéria do “Uol”.
“De acordo com os novos regulamentos, agora devemos usar 20% de oxigenados totalmente sustentáveis, como o etanol, no combustível. Mas o resto – 80% – tem que ser inventado”, completa Selda. Tais invenções incluem biomassa, resíduos de lixo e, com grande importância, a gasolina sintética – também conhecida como gasolina sem petróleo. Essa “e-gasolina” é produzida através de processos químicos que não consomem petróleo e, em tecnologias como a da Porsche, são capazes de limpar o ar atmosférico — rodando com eletricidade limpa.
Já a parte dos ‘sustentáveis avançados’ — onde o etanol se encaixa — é composta, além dos materiais de origem renovável, por materiais inéditos, sintetizados em laboratório a fim de cumprir as demandas dos novos motores de altíssimo desempenho.
Fonte: Uol