
Os preços do crude encaminham-se para fechar Agosto com um saldo negativo, numa altura em que os investidores mostram várias reservas em relação ao mercado petrolífero e as tensões geopolíticas continuam a pautar a negociação.
Os esforços de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos América (EUA), para acabar o conflito na Ucrânia não estão, para já, a surtir efeito, isto depois de Moscovo ter lançado um ataque mortífero sobre Kiev esta semana – uma investida que deixou o líder norte-americano “nada contente”, de acordo com a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
Nesta manhã, o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – recua 0,57% para os 64,23 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,57% para os 68,23 dólares por barril. Este último benchmark prepara-se para encerrar Agosto com um saldo negativo de 5%, pressionado ainda pela aproximação do fim do verão no hemisfério norte – altura em que o consumo de petróleo tende a aumentar.
“Esperamos que o aumento da oferta por parte da Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) e uma queda sazonal na actividade de refinação global a partir de Setembro resultem num aumento das reservas globais de petróleo nos próximos meses. Prevemos ainda que os futuros do petróleo Brent caiam para 63 dólares por barril no quarto trimestre de 2025”, afirmou Vivek Dhar, analista de commodities do Commonwealth Bank of Australia, numa nota acedida pela Reuters.
Os investidores aguardam ainda uma possível resposta da Índia ao aumento de tarifas por parte dos EUA. Na quarta-feira, Washington decidiu duplicar as taxas alfandegárias que as importações indianas enfrentam ao chegar a território norte-americano para 50%, numa tentativa de pressionar Nova Deli a deixar de comprar crude russo e reduzir as exportações deste último país para os seus aliados comerciais.
Fonte: Diário Econômico